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Caminhada? Esporte? Academia? Bem, essa prática parece cada vez mais distante da vida de milhares de pessoas que vivem em grandes cidades como São Paulo. O dia-a-dia agitado e as ocupações profissionais parecem adiar o dia de fazer a matrícula na academia, de correr com os amigos no começo do dia, ou ainda praticar aquele velho futebol toda segunda-feira à noite.

O sedentarismo é considerado a doença do próximo milênio. Definido como a falta ou a grande diminuição da atividade física, o sedentário é o indivíduo que gasta poucas calorias por semana.

Os hábitos decorrentes da vida moderna estão cada vez mais ligados ao sedentarismo. Alguns profissionais como executivos, advogados, engenheiros e jornalistas fazem parte do grupo de sedentários, que, com a evolução tecnológica e a tendência cada vez maior de substituição das atividades ocupacionais, acabam por reduzir o consumo calórico do corpo.

O sedentarismo é a principal causa do aumento da incidência de várias doenças, como hipertensão arterial, diabetes, obesidade, ansiedade, aumento do colesterol e infarto do miocárdio. É considerado o principal fator de risco para a morte súbita, estando na maioria das vezes associado direta ou indiretamente às causas ou ao agravamento da grande maioria das doenças.

Como deixar de ser sedentário?
Para melhorar a qualidade de vida e acabar com o sedentarismo, a principal recomendação é seguir o bom senso e praticar exercícios de 3 a 5 vezes por semana. Fazer exercícios com prazer, sentindo bem-estar antes, durante e, principalmente, depois da atividade física é essencial. O exercício não precisa e não deve ser exaustivo. Praticar atividades esportivas como andar, correr, pedalar, nadar, fazer ginástica, dançar ou jogar bola já é um bom começo. Depois, basta disciplina, afinal, todos nós merecemos o mínimo de qualidade de vida.

Simone Biasi é jornalista e assessora de imprensa da Qualicorp Consultoria

Fonte: Dr. Turíbio leite Barros Neto, é formado em Ciências Biológicas pela Escola Paulista de Medicina, atual Universidade Federal de São Paulo. É mestre e Doutor em Fisiologia do Exercício e professor Adjunto da Universidade Federal de São Paulo desde 1977. É autor do livro: "Exercício, Saúde e Desempenho Físico".